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| Afinal, para que servem os indicadores |
Essa é uma pergunta bastante atual e pertinente. Para aqueles que atuam no mundo dos negócios, é cada vez mais comum deparar-se com algum tipo de indicador. Indicadores de desempenho, indicadores de rentabilidade, indicadores de mercado, indicadores de marketing etc.
Todos prometem estabelecer parâmetros consistentes para a avaliação e mensuração da performance de planos, programas ou ações. Num mundo dos negócios cada vez mais aberto, global e diverso, com um desenvolvimento crescentemente complexo e com objetivos e formas de negócios que mudam a todo instante, buscar formas concretas e padronizadas de aferir performance e, não apenas isso, mas as decisões e os caminhos que estão por trás destas e, portanto, a estratégia, tornou-se algo imperativo.
É por isso que tanto ouvimos falar ou lidamos, na prática, com tantos indicadores. Na verdade, essa febre por indicadores no mundo dos gestores atuais é reflexo da enorme demanda por mecanismos de aferição e tomada de decisão que sejam práticos, aplicáveis ao mundo real dos negócios e, sobretudo, capazes de serem auferidos. Em outras palavras, podemos atribuir aos indicadores em geral as seguintes finalidades:
- Estabelecer parâmetros para a toma da de decisão;
- Propiciar a aferição de performance de forma isolada;
- Estabelecer uma base comum e, portanto, possibilitar a aferição de performance comparativa;
- Tornar possível a comparação direta de práticas ou programas;
- Estabelecer uma referência comum para a formação de banco de práticas;
- Auxiliar a identificação de key-drivers em segmentos específicos de negócios etc.
Como podemos verificar na lista acima, o
papel desempenhado pelos indicadores é
bastante amplo. Certamente, você que está
lendo esse artigo agora é capaz de imaginar mais uma dezena de funções e finalidades para qualquer tipo de indicador. |
| Os indicadores como uma régua |
Uma outra forma de definir indicadores seria
compará-los a uma espécie de “régua”. Ou
seja, qualquer indicador, a exemplo de uma
régua, estabelece um critério de medida
(dimensão quantitativa de um indicador) para
a averiguação de algo. E na medida que,
a unidade de medida é sempre a mesma,
temos a possibilidade de fazer comparações.
Inclusive parece-me essa a grande contribuição dos indicadores em geral.
Com base neles podemos comparar nossas
estratégias, nossas decisões (o que não deixa
de ser estratégia, afinal estratégia é um
processo continuado de decisão), bem como
a qualidade de nossos serviços, produtos,
investimentos e tudo mais que faz parte do
processo de gestão de uma Corporação. |
| Os indicadores como um mapa |
Ao utilizarmos não apenas a medida
dos indicadores, mas a possibilidade de
compararmos práticas utilizadas pelas
empresas de um dado setor, cria-se
uma modalidade distinta de utilização
dos indicadores. Eles passam de régua
para mapa (dimensão qualitativa de um
indicador). Ou seja, ao observarmos como
outras empresas implementam programas
de marketing, programas sociais ou práticas
de recursos humanos podemos refletir sobre
a forma de condução de nossos próprios
projetos e assim encurtar em muito a
curva de aprendizado da empresa. E como
conseqüência otimizar a alocação total dos
recursos. Sejam eles monetários, temporais
ou humanos.
Os bons indicadores não são aqueles que nos dizem o que fazer ou como decidir, mas
os que apenas nos dão uma referência sobre
a qualidade de nossas opções e nos permite
verificar sua consistência ao longo do tempo,
preferencialmente, de forma comparativa
a outros players do setor. Assim se nos
esforçamos em dada direção e ao utilizarmos
indicadores setoriais sobre “opções
estratégicas” e “performance”, descobrimos
que a grande maioria das empresas do setor
que optaram por caminhos distintos estão
apresentando performance média superior
a mostrada por nós, podemos concluir que
alguma coisa de estranho está se passando
com nossas decisões. E para tal, pouco
importa a estratégia da empresa A, B ou
C. O que vale é que nosso movimento de
diferenciação (já que só nós estamos indo
para esse lado do mercado) pelo menos no
curto prazo não está funcionando bem. É
óbvio que isso pode não ser o suficiente para
mudarmos nosso rumo, afinal a performance
acima da média pode vir nos próximos 12 ou
24 meses.
O fundamental ao utilizarmos indicadores
para avaliar performance e práticas é
termos em mente que mesmo se tratando
de instrumental vastamente aplicado por
um dado setor, ele ainda é apenas uma
referência, para averiguação de nossas
decisões. Ele por si só não é capaz de dizer se
estamos certos ou errados, mas nos conduz
à reflexão. E por último, ele é mutável, o que
significa que os parâmetros aplicados hoje
podem estar desatualizados em um ou dois
anos.
Ainda assim indicadores são sempre
bem vindos, e é por isso que a Diretoria
FarmaSustentável desenvolveu os primeiros
Indicadores de Sustentabilidade do Setor
Farmacêutico Brasileiro. Em fase final de
revisão, em breve você terá acesso a um
conjunto de indicadores cuja finalidade
maior será:
- Propiciar aos gestores do segmento
refletir sobre quais temas de
negócio são
importantes para a
longevidade de suas Corporações;
- Entender quais públicos de interesse
são impactados por esses temas;
- De que forma suas práticas de
Responsabilidade Social tocam essas
questões;
- Comparar suas ponderações as de
outras empresas do setor;
- Comparar suas práticas a de
outras empresas do setor, buscando
a formação
gradual de um banco
de práticas para o desenvolvimento
sustentável dos negócios.
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27 de novembro de 2009
19:00 horas
33° Prêmio Lupa de Ouro 2009
Entrega do prêmio e confraternização entre os participantes.
Via Funchal Rua Funchal, 65, Vila Olímpia São Paulo, Brasil |
29 de setembro de 2009
00:00 horas
O Prêmio Ethos-Valor Concurso para Professores
e Estudantes Universitários sobre Responsabilidade Social Empresarial e Desenvolvimento Sustentável 9ª Edição www.premioethosvalor.org
São Paulo - SP |
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